“(...) Este espírito de vaivém no tempo está bem expresso na programação do presente Festival.
Ao lado dos marionetistas tradicionais, espécie e seres sem tempo, andarilhos das sete partidas do mundo, vamos encontrar algumas das mais representativas trupes da modernidade da marioneta. Uns e outros, decerto nos farão partilhar desse mundo maravilhoso das marionetas. Encruzilhada de ideias, de sensibilidade, de concepções estéticas e propostas artísticas, um Festival é, acima de tudo, um lugar de (re)encontro dos criadores com o «seu» interlocutor vital: o público.
Que o II FIMP possa constituir esse lugar privilegiado.”

João Paulo Seara Cardoso, marionetista e encenador português, Maio. 1990

 

 

“...o Festival não é apenas uma montra de espectáculos mas sim um momento de idealização e criação artísticas. Um outro elemento que distingue este Festival dos outros é a atmosfera que se respira no Porto durante estes dias de Festa. Aqui há múltiplos momentos de encontro e de partilha com outras companhias. É o lugar do Reencontro. E depois há a amizade, a sinceridade das pessoas que aqui trabalham, acompanhando todos os passos do evento, não porque “tem que ser” mas porque querem e acreditam. E isto é muito importante porque aqui no Porto não se é apenas convocado pela sua arte, mas para Dar e Receber.”

Claudio Cinelli, marionetista italiano, 13. Maio. 1992

 

 

“A marioneta não é apenas  uma coisinha graciosa que nos faz rir, é também uma chave para o conhecimento de nós próprios e da realidade que nos cerca.
(...)
O FIMP é um espaço de descoberta, em que os jovens apresentam os seus trabalhos e as escolas descobrem o mundo fascinante dos bonecos. Ao mesmo tempo está a revelar um património português relativamente esquecido e a divulgar o que se faz de bom noutros países. Isto é admirável. Esta abertura cultural e o sentido pedagógico do festival do Porto têm ajudado a impor o seu nome no estrangeiro.”

Alberto Bagno, investigador francês sobre o fenómeno da marioneta, 16.Maio.1992

 

 

“Este é um Festival que tem crescido de ano para ano. Sobretudo a nível de público nota-se um significativo aumento desde o primeiro ano.
Devo dizer que a imagem deste Festival tem valorizado muito Portugal. Em Itália telefonaram-me diversas companhias para saber o programa do FIMP.
Nós, que temos andado por tantos festivais, consideramos extremamente importante participar num festival como este, que é conhecido ao nível dos melhores da Europa.”

Diego May, director do Teatro Gioco Vita, Itália, 14.Maio.1994

 

 

“A qualidade dos espectáculos, o acolhimento, a tua presença (isabel) e a da tua equipa tão calorosa e tão empenhada, favoreceram o «Encontro». As trocas formais ou informais, darão certamente os seus frutos em colaborações e criações futuras.
Este Festival, torre de Babel ideal, como gostamos de lhe chamar entre nós participantes «europeus», misturando todas as línguas, está ancorado entre presente e futuro na transversalidades das artes, abre perspectivas para o séc. XXI.
O futuro, hoje, começa no Porto!”

 

Elisabeth Disdier, coreógrafa e encenadora francesa, 26.Maio.1996

 

 

“... o Porto tornou-se uma das estrelas da constelação de lugares sagrados do nosso universo de marionetas... E o mundo das marionetas pode mandar as suas aventuras ao Porto com o fruto das suas descobertas e explorações – artistas que como navegadores e missionários, estão, neste momento único da sua história, explorando novos mundos, desenhando novos mapas, construindo novas catedrais.”

Roman Paska, marionetista americano, 1998

 

 

“Felicito pela qualidade da sua programação mas fiquei surpreendido, tendo em conta a notoriedade do Festival e a qualidade dos espectáculos, com os poucos meios atribuídos a esta manifestação de amplitude nacional.”

Cristopher Blandin-Estournet, programador artístico do Parc La Villette, 16. Dezembro. 2002

 

 

“Os espectáculos a que pude assistir, eram de muito alta qualidade tanto em termos artísticos como da sua realização nos diversos e interessantes espaços/teatros. Fiquei muito contente com a sua coragem de mostrar também produções inovadoras e «arriscadas».
Especialmente a combinação da dança, «building arts» e marionetas que para mim é um dos mais interessantes desenvolvimentos neste nosso género. (...) E agora sei que há um Festival de Marionetas no sul, que apoia estes novos desenvolvimentos. (E posso dizer-lhe que não há muitos...)”

Annette Dabs-Baucks, Deutsches Forum Fuer Figurentheater (dfp), 3. Janeiro. 2003


 “A miudagem do Porto está na maior!
(...) é o I Festival Internacional de Marionetas que vai decorrer no Auditório Nacional de Carlos Alberto.”

José Agostinho, Jornal de Noticias, 23. Abril. 1989

 

“(...) uma forma de animação inédita na cidade.
Com efeito, torna-se notória a intenção de divulgar aos portugueses as largas tradições deste género teatral numa cidade onde está quase esquecido, apesar de existente (...)”

Teixeira Mendes, O Primeiro de Janeiro, 5. Maio. 1989

 

“O FIMP ganhou prestigio logo a partir da sua primeira edição há um ano.
(...) Se houver quem pense tratar-se de um género de teatro menor, aconselhamos somente uma visita aos locais onde os espectáculos têm decorrido para ver com os próprios olhos.
Se encontrarem a tal arte menor estão de parabéns porque ninguém a viu nestes dias do Festival!”

Jornal de Notícias, 11. Maio. 1990

 

“A cidade do Porto conta com um Festival de Teatro de Marionetas de real categoria e de grande nível.
(...) ali se têm desenrolado espectáculos de grande envergadura, com as subtilezas e os encantos, a arte e o processo criativo e de inovação que este género teatral propicia.”

Agostinho Chaves, O Comércio do Porto, 19. Maio. 1991

 

“As marionetas são um dos sinais que melhor simbolizam as relações no quotidiano do mundo moderno e uma chave decisiva para a “leitura” do nosso tempo? Alberto Bagno, investigador deste fenómeno, diz que sim e, por isso, trouxe ao Porto o resultado de 15 anos de pesquisa: 400 do 25 mil documentos que já recolheu e analisou.”

José Gomes Bandeira, Diário de Notícias, 16. Maio.1992

 

 “(...) Já consagrado a nível internacional, onde se encontra entre os quatro ou cinco melhores europeus, o FIMP parte este ano para o reconhecimento nacional, na busca do equilíbrio interno e externo.”

O Dia, 18. Abril. 1993

 “O Porto continua a ser a capital das marionetas, através de um festival que tem proporcionado momentos de rara beleza. Os magos desta arte secular (Jordi Bertrand, Roman Paska, Gilbert Meyer) , marionetistas geniais que dão vida e magia aos pequenos bonecos animados, estão presentes (...)
O FIMP continua a surpreender o seu público fiel com espectáculos de qualidade invulgar.”

Jornal Público, 12. Maio. 1993

 

“Fantasia «non-stop»

O FIMP divulgou até hoje, em apenas cinco edições, o trabalho de 72 grupos. Razão por si só suficiente para garantir continuidade à iniciativa, com novidades sempre acrescidas.”

Rodrigo Affreixo, Diário de Notícias, 6.Maio.1994

 

 “O FIMP é, a par do FITEI e do Fantasporto, uma das grandes manifestações culturais da Cidade dita Invicta. Tem um público certo e mobiliza multidões que fazem inveja a muita gente.
Doseando o teatro de marionetas propriamente dito com outros géneros para-teatrais, consegue mesmo interessar sectores de público a quem as marionetas pouco diriam.”

Manuel João Gomes, Jornal Público, 17. Maio, 1994

 

“Começou há sete anos a descobrir novos mundos para o Porto. E de então para cá, o mundo habituou-se a ver marionetas no Porto. A sétima edição do festival começa hoje, traz muitos grupos e trabalhos de três continentes, mas, sobretudo, uma interrogação – como é que ainda há quem não veja esta forma de espectáculo? Será que pensam que é só para crianças?
(...) Mais do que infantis, os espectáculos neste campo podem ser verdadeiras obras de arte para idades sem conta, apelos ao poder fantástico que há em cada um de nós, quando deslocamos pés da terra e vemos mais alto. Até porque há marionetas e marionetas, há espantos para todas as faixas etárias, saibam elas espantar-se. É isso mesmo que o FIMP vem uma vez mais provar, num verdadeiro desafio que põe velhos do Restelo e outros cépticos contra a parede.”

António Diegues Ramos, O Comércio do Porto, 3. Maio. 1996

 

“O programa desta edição teve, pois, um alcance mais vasto do que um desfile de espectáculos. Desenvolveu segmentos paralelos nas áreas da formação e da criação e promoveu um conjunto de mostras para as escolas. Mais do que o sentido pedagógico, revela-se o estímulo – a apreensão pelo prazer – pelas artes cénicas.”

Jornal de Notícias, 12. Maio. 1996
 “As marionetas voltam a invadir a Invicta de fantasias, assombros e episódios de burlesco surpreendentes. o IX FIMP aposta uma vez mais numa programação vasta, trazendo ao público português diversos nomes e grupos fundamentais da actual cena contemporânea, muitos deles em estreia no nosso país. As mais diversas expressões artísticas cruzam-se com a magia das marionetas num festival onde todos os públicos têm lugar.”

Mónica Monteiro Santos, site Euronotícias, 1. Dezembro. 2000

 

“O FIMP voltou ao Porto (...)
A fantasia, o amor, a dedicação e o gosto pela arte regressam assim da melhor forma numa cidade que se prepara para ser Capital Europeia da Cultura.”

Dora Gonçalves, O Primeiro de Janeiro, 13. Dezembro. 2000

 

Marionetas à moda do Porto

Antes de mais nada, parabéns ao FIMP: daqui a algumas horas arranca o primeiro espectáculo desta 10ª edição! E, apesar de todos os contratempos, a equipa chefiada por Isabel Alves Costa conseguiu montar um festival com espectáculos de qualidade para um público muito heterogéneo. E agora vamos ao que interessa, as marionetas!”

Notícias Magazine, 1. Dezembro. 2002

 

“Esteve por um triz para não acontecer. E, «só devido à persistência de alguns» é que foi possível elaborar, em apenas um mês, a programação de mais um FIMP, criado há 14 anos. O FIMP espera, há meses, pelo subsídio do IPAE, mas até agora «não entrou um único cêntimo». No entanto, apesar de «feito à pressa» o programa merece que não perca pitada.”

Visão 7, 5. Dezembro. 2002