FIMP2008

O Festival Internacional de Marionetas do Porto tem sido sempre um lugar onde nos permitimos fazer todas as deambulações através de pessoas, de estéticas, de culturas, oscilando entre as fidelidades e cumplicidades para com determinados grupos e artistas e os riscos e curiosidades perante o desconhecido. Gostamos das franjas, dos rompimentos, das transversalidades, dos desafios... sem perder de vista a nossa razão de existir: as marionetas.

Estamos de regresso à Praça D. João I de 12 a 20 de Setembro.

Nuno Carinhas é o autor do projecto de intervenção plástica na Praça desta edição. Chamou-lhe “Residencial da Praça” e é onde vamos viver o FIMP 2008.
Teremos uma parede de mentira porque tem portas de verdade - que sabem mais abrir do que fechar – e porque uma parede sozinha não fecha, enquadra.
Teremos muitos elementos móveis: floresta ficcional e mutante, grande palco ou pequenas ilhas; zonas de estar, de brincar e de jogar, de ver e de ouvir.
Teremos “hóspedes” que vêm de longe e outros que vêm de bem perto e vão mostrar-nos o quão longe podemos ir.
Teremos “residentes” fiéis – a C.ie La Zouze, o Teatro Praga, o Teatro de Ferro, o Balleteatro e o Movimento Incriativo -, connosco durante todo o festival, que nos mostram o que normalmente se esconde: os ensaios.

O FIMP vai ter um Hino. Composto por Hélder Gonçalves dos Clã, será executado na Praça D. João I por uma Fanfarra, na primeira convocatória deste FIMP 2008. A Fanfarra levar-nos-á depois pelas ruas da baixa do Porto até ao TeCA. Aí será o espectáculo de abertura: MacBeth pelo Teatro de Marionetas do Porto. Associamo-nos assim ao Teatro Nacional de S. João na celebração dos vinte anos de criações e actividade desta companhia. As primeiras palmas desta edição são para eles.
Durante toda a semana, ao fim da tarde, haverá rádio ao vivo com conversas, música, notícias e entrevistas. Os dias de fim-de-semana serão dedicados às famílias, com oficinas e espectáculos para todos. As noites de 12 a 20 de Setembro brindar-nos-ão com propostas de dança, música, circo e, claro, marionetas e objectos, portuguesas mas também belgas, francesas e inglesas.
O Hino do FIMP regressará pelas vozes do Coro do C.P.O., abrindo a festa final, a nossa discoteca ao ar livre, a Disco FIMP.

Sem bilheteiras, de portas abertas.
Vamos viver na Praça. Venha lá morar connosco.

Isabel Alves Costa
Julho de 2008